Saiba como cuidar dos cílios e evitar complicações na região dos olhos

É preciso cuidado na hora de usar rímel, cílios postiços e outros produtos.

Os cílios são importantes para a proteção dos olhos contra poeira, insetos e outros problemas que podem machucar a região. Assim como todos os pelos do corpo, os cílios se renovam. Um dos problemas que podem aparecer na região é a caspa, sinal de blefarite, uma doença crônica que provoca inflamação. Essa inflamação pode piorar com o frio, estresse e ingestão de gordura. Como a blefarite provoca excesso de oleosidade nos cílios, o ideal é lavá-los uma vez por dia com água e shampoo de bebê, para não irritar os olhos.

Mesmo sem a blefarite, é importante lavar sempre as mãos antes de mexer nos olhos. Para as mulheres que usam rímel, há cuidados ainda maiores. Dormir com o produto nos cílios pode causar terçol, uma inflamação provocada por bactérias. Pessoas que tem terçol frequentemente devem evitar o uso do rímel, ou caso queiram continuar usando, a dica é massagear os cílios sempre após retirar o produto.

O uso constante de máscara nos cílios pode contribuir para a queda deles. Há também produtos manipulados que auxiliam no crescimento, mas esse tratamento deve ser feito sempre com acompanhamento médico. É importante saber que os cílios não crescem em locais onde há cicatrizes, ou seja, um corte profundo na região vai impedir o nascimento dos pelos. Isso pode ser disfarçado com a maquiagem definitiva, que não é indicada para pessoas que têm quelóide ou cicatrização hipertrófica.

Se a intenção é alongar os fios, é possível fazer isso com aplicação fio a fio de pelos sintéticos que têm aspecto natural. Esse procedimento é recomendado para pessoas com cílios curtos ou espaçados. Há também máscaras com silicone que dão efeito de cílios alongados ou o uso do aparelho curvex, que exige cuidado porque se usado frequentemente pode quebrar os fios.

Os cílios postiços não devem ser usados por pessoas com sensibilidade na pele porque pode causar irritação. A maneira correta de aplicá-los é depois do uso do curvex, seguido do rímel que deve ser passado de dentro para fora com movimentos da raiz até as pontas.

Para pessoas com os olhos caídos, os fios dos cílios postiços colocados na área externa do olho ajudam a levantar a expressão. Já os olhos pequenos pedem os fios na parte interna para dar um efeito amplo ao olhar.

Outro produto que pode ajudar no crescimento dos cílios é um medicamento que possui  bimatoprosta, uma substância que comprovadamente atua no folículo piloso e proporciona o crescimento ciliar. Mas é preciso cuidado porque esse produto usado para fins estéticos tem contra indicações. É indicado para tratamento de hipotricose, uma condição caracterizada pela quantidade ou qualidade insuficiente dos cílios, e requer prescrição médica.

O remédio não é um colírio apesar de possuir o mesmo princípio ativo de um medicamento usado para o tratamento oftalmológico. A dermatologista Márcia Purceli alerta que esse medicamento deve ser colocado apenas com o aplicativo que vem junto com o produto. Jamais deve-se colocar o medicamento dentro do rímel. O produto em contato com os olhos pode provocar o escurecimento da íris. Também não deve ser usado nos cílios da parte inferior dos olhos porque pode manchar a pele, provocando olheira.
 
É uma doença inflamatória dos olhos que provoca repetidas crises de conjuntivite e criam cicatrizes na parte interna superior da pálpebra. Quando a cicatriz aumenta, a pálpebra se deforma e os cílios chegam a tocar o olho, o que pode provocar lesões e até a cegueira.

Normalmente o tracoma provoca ardência e lacrimejamento e, em um estágio mais evoluído da doença, dor intensa, fotofobia e perda visual. As moscas são transmissoras da doença porque pousam nos olhos, nariz ou boca de uma pessoa infectada e levam a bactéria para outras.

A doença também pode ser transmitida de pessoa para pessoa pelo contato físico e compartilhamento de objetos contaminados como toalhas, lenços e fronhas. Estimativas globais da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2009, revelam que existem em torno de 41 milhões de pessoas no mundo com tracoma. O tratamento é feito com pomadas e antibióticos. Casos mais graves exigem cirurgia.